Planeta dos Macacos: O Confronto ocorre uma década depois dos acontecimentos do primeiro filme Planeta dos Macacos: A Origem, e nos mostra o nascimento de uma nova civilização numa floresta nos arredores de San Francisco, liderada pelo nosso consanguíneo e geneticamente alterado César.
Dez anos depois do primeiro filme, uma epidemia causada por um vírus símio tomou conta de todo o planeta causando a morte de 99,9 dos humanos, restando apenas os humanos resistentes e imunes geneticamente ao vírus. O subtítulo confronto tem seu sentido quando então, uma pequena colônia de humanos sobreviventes em San Francisco precisam utilizar uma usina hidrelétrica na floresta para que assim possibilite a comunicação com outros possíveis sobreviventes, o que os eles não sabiam era que toda uma colônia de macacos semi-evoluídos habitavam o mesmo local, e a descoberta não foi nada boa. Daí pra frente os estranhamentos entre as duas raças vão crescendo, assim como a dramatização e ação.
A trama do filme não deixa nada a desejar, proporcionalmente carregado de ação, drama e tensão, é o primeiro da franquia que te faz torcer pelos malditos macacos, e tudo isso graças ao símio protagonista César, brilhantemente interpretado por Andy Serkis através da captura de movimento.
A maior parte do drama fica por conta justamente de César e do humano Malcolm, interpretado pelo ator Jason Clarke que também está fenomenal. Mas o ponto principal que é a tensão entre as raças fica por conta de Koba, o "general" dos macacos. Enquanto César é compreensivo e pensador, Koba é imediatista, agressivo e o responsável pelos conflitos do filme todo. O segundo filme, na minha opinião, é muito superior ao primeiro, e a troca do diretor Rupert Wyatt por Matt Reeves foi imensamente benígna, principalmente por colocar os macacos em primeiro plano. A história também traz várias simbologias e analogias filosóficas e antropológicas, tendo referências ao racismo e traçando paralelos entre a história humana e a dos macacos.
Uma atração a parte são os efeitos especiais produzidos pela Weta Digital (O Hobbit), que te fazem esquecer completamente que a maior parte do filme é digital e têm grande potencial para o Oscar. A ação do filme é animal e juntamente com os efeitos fenomenais, humilham qualquer Michael Bay. Nas brigas e batalhas ao longo do filme é possível entender cada elemento e tudo o que acontece na tela, mesmo em meio à tiros, explosões e macacos montados em cavalos.
Só venho a lembrar de que se trata de um blockbuster, então não fique nervosinho ao não se conformar em ver um chimpanzé montado num cavalo, falando e atirando com metralhadoras ao mesmo tempo. A minha nota para o filme é 9, procure curtir o filme sem preconceitos e garanto que sairá satisfeito.




